quarta-feira, abril 20, 2005

Escolarização feminina revela progressos

Segundo um relatório da UNICEF, publicado na passada segunda-feira, a escolarização das raparigas tem vindo a progredir em todo o mundo. E, apesar de certas zonas revelarem alguns atrasos, a diferença entre rapazes e raparigas diminuiu, no que respeita ao nível de escolarização.

Este estudo, intitulado "Progresso para as crianças", faz o balanço da escolarização primária e secundária das crianças no mundo, atendendo a dois objectivos da ONU: combater o hiato entre os sexos em matéria de escolarização durante o presente ano; e garantir que até 2015 todas as crianças tenham uma educação primária completa (sendo a paridade entre os sexos uma etapa indispensável para atingir esta meta). Calcula-se que cerca de 100 milhões de crianças, apesar de estarem em idade escolar, não frequentam a escola.

A UNICEF reconhece alguns avanços que considera "impressionantes" quanto "à presença das raparigas na escola primária", uma vez que “a escolarização das raparigas progrediu mais do que a dos rapazes em todas as regiões e na maior parte dos países em desenvolvimento”. Contudo, as regiões do Médio Oriente, Norte de África, sul da Ásia e África ocidental e central revelam retardamentos no que respeita à escolarização das raparigas.

Na perspectiva da directora geral da UNICEF, Carol Bellamy, “a educação é mais do que a aprendizagem”, sendo que "uma rapariga não escolarizada correrá mais riscos de se tornar uma presa do HIV/Sida e terá mais dificuldades em manter a sua família em boa saúde, por exemplo”. Isto sem contar que nos países em desenvolvimento três quartos das crianças que abandonaram a escola são filhos de mulheres que nunca a frequentaram.

A UNICEF enumera alguns obstáculos a este processo, entre os quais: a probeza, a prevalência do HIV/Sida, os conflitos civis, o trabalho infantil, o tráfico de crianças e as catástrofes naturais.

Fonte: Sic Online (http://sic.sapo.pt/)