domingo, março 06, 2005

Mulheres são as maiores vítimas de desemprego

Portugal é um dos países da União Europeia cuja percentagem de desemprego feminino é mais elevada.

A poucos dias de se comemorar o 30º aniversário do Dia Internacional da Mulher, dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística divulgam que em 2003 - antes da entrada dos 10 novos membros para a U.E. - a taxa de participação no mercado feminino das portuguesas, era de 65,6%. Em contrapartida, a taxa de actividade masculina portuguesa atingia os 78,5%.

Diversos estudos já realizados revelam que, apesar do aumento da participação da mulher no mercado de trabalho, o sexo feminino continua a ocupar posições menos favoráveis ao nível das profissões, salários e desemprego.

De acordo com os dados divulgados pelo Eurostat, em 2004, em Portugal, a taxa de desemprego feminino era de 7,6% , enquanto que o sexo masculino apresentava uma taxa de 5,8%.


A situação social da União Europeia também não é animadora. Segundo um relatório apresentado pela eurodeputada Ilda Figueiredo, mais de metade dos desempregados na U.E. são do sexo feminino.

O documento, que denuncia a situação das mulheres no mundo laboral, revela que, das 192,8 milhões de pessoas empregadas na Europa em 2003, apenas 43,6% pertencem ao sexo feminino. Salienta, ainda, que apenas uma em cada três mulheres exercia funções a tempo inteiro e em empregos permanentes.

Nesse mesmo ano, a taxa de emprego das mulheres era de 55% enquanto que a taxa de emprego masculino rondava os 71%, o que evidencia profundas desigualdades no mercado de trabalho.

Face a este diagnóstico critico da situação laboral na Europa, a eurodeputada comunista defende a introdução de medidas eficazes como o “rendimento mínimo vital”.
Ilda Figueiredo critica, também, a insuficiência de “serviços de apoio à família, designadamente para a guarda de crianças, de forma a ser possível conciliar vida familiar e profissional”.

Fontes :http://www.portugaldiario.iol.pt/
http://diariodigital.sapo.pt/