quinta-feira, janeiro 27, 2005

Confirmação de Condoleezza Rice como Secretária de Estado dos EUA

Condoleezza Rice foi, ontem, confirmada como Secretária de Estado dos EUA, sendo alvo de duras críticas dos Democratas, relativamente ao seu envolvimento na definição da estratégia que conduziu à guerra no Iraque, baseada na (possível) existência de armas de destruição maciça naquele país.

A nova secretária de Estado será a primeira negra e a segunda mulher a ocupar este cargo. Rice conseguiu 85 votos a favor e 13 votos contra.

Apesar das críticas dos Democratas, George W. Bush reafirma a confiança em Condoleeza Rice, salientando a admiração que o país e os seus aliados nutrem pela nova secretária de Estado. O presidente dos EUA sublinha a importância e contribuição do trabalho de Rice para a melhoria das relações diplomáticas dos EUA, e em particular da situação do Médio Oriente "Se não prosseguirmos a nossa política, o Médio Oriente continuará a ser um caldeirão de ódio e ressentimento que alimentará aqueles que têm uma visão do mundo oposta à nossa", declarou. Neste sentido, Bush não hesita ao afirmar que Condoleezza Rice "fará um bom trabalho".

Porém, Mark Dayton acusa George W. Bush, de mentir "com frequência na administração". O senador democrata do Minnesota afirma que o Presidente Bush "Mente ao Congresso, mente aos vários comités e mente ao povo americano. É errado, é imoral e sobretudo é muito, muito perigoso".

O senador Evan Bayh ataca Rice e atribui-lhe a responsabilidade pelo insucesso no Iraque. "A lista de erros é longa, e poderia ter sido evitada se a doutora Rice e a sua administração tivessem ouvido o Congresso", considera o senador.

Bill First, líder dos Republicanos , concorda com a escolha de Condoleezza Rice para Secretária de Estado. First defende que "os regimes totalitários têm de ser travados. A proliferação de armas perigosas tem de ser travada. E as organizações terroristas têm de ser destruídas", e entende que Rice possui as qualidades necessárias para concretizar esses objectivos.


Fonte: http://jornal.publico.pt/2005/01/27/Mundo/l02.html