sábado, novembro 20, 2004

Simone Veil- testemunho de um horror...

“As pessoas pensam que ‘a humanidade não é capaz disso’. E a sua única defesa para não acreditarem no horror da verdade, que mina as suas convicções, é pôr em dúvida as palavras de quem relata horrores como os nossos.”


Considerada mundialmente, como uma das mulheres mais influentes do século XX, Simone Veil relata os horrores a que foi sujeita em Auschwitz.

Nascida, em Nice, a 13 De Julho de 1927, cedo conheceu o lado negro da vida. Com apenas 17 anos de idade, foi deportada com a família para o campo de concentração de Auschwitz e, posteriormente, para Bergen-Belsen, únicamente por transportar nas veias o sangue judeu. Durante um ano e meio, foi submetida às mais terríveis torturas, tal como a sua mãe e as duas irmãs. ( A mãe e uma das irmãs não resistiram ao sofrimento).

Dotada de um força imensa, Simone sobreviveu e considera que essa é a “maior vitória sobre aqueles que (n) os queriam exterminar”.
Após a sua libertação, frequentou o curso de Direito no Instituto de Estudos Políticos de Paris. Em 1974, Giscard d’Estaing nomeou-a Ministra da Saúde, cargo que lhe concedeu grande notoriedade.
Devido à sua luta para alcançar uma Europa desprovida do racismo e da xenofobia, foi nomeada Presidente do Parlamento Europeu, em 1979, sendo a primeira mulher a consegui-lo.

Actualmente com 77 anos, Simone Veil impressiona pela sua coragem e firmeza na defesa dos ideais que venera.

Com um espírito sempre jovem, Simone mantém activa a sua luta na defesa e ajuda às crianças e mulheres dos emigrantes.

Apesar de saber que a humanidade não quer acreditar nas atrocidades que alguns ser humanos cometem, a actual Presidente da Associação para a Memória do Soha (genocídio contra os judeus), lançou um livro intitulado “Survivants, Rwanda Dix Ans après le Génocid” no qual aborda estes cenários tão difíceis de constatar.